Mulher de 25 anos é encontrada enterrada em barraco na Ponte Seca, em Caraguatatuba. Caso foi registrado como feminicídio.
Uma mulher de 25 anos foi encontrada morta e enterrada na madrugada desta quinta-feira (19), em um barraco de madeira no bairro Ponte Seca, em Caraguatatuba.
O corpo foi localizado na Rua José Poloni após acionamento do Corpo de Bombeiros por volta das 4h40, a pedido do policiamento de área.
Como o corpo foi encontrado
Segundo o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, ao chegarem ao local, as equipes constataram que a vítima estava enterrada a aproximadamente um metro de profundidade, no interior do imóvel.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada via COPOM após um parente da vítima relatar atitude suspeita no endereço.
Ao entrarem na residência, os policiais identificaram sinais recentes de movimentação de terra no chão do barraco, o que levou à localização do corpo.
Relatos de testemunhas
Moradores da região informaram às autoridades que, durante a madrugada, ouviram uma discussão intensa vinda do interior da casa.
Pouco depois, foram percebidos ruídos que sugeriam o uso de ferramentas e possível escavação.
Ainda conforme os relatos colhidos, o suspeito do crime — um homem que mantinha um relacionamento casual com a vítima — teria sido confrontado e agredido por populares antes da chegada da polícia.
Após o tumulto, o indivíduo fugiu e, até o momento, não foi localizado.
Caso é tratado como feminicídio
O registro da ocorrência foi feito como feminicídio consumado na Delegacia de Polícia de Caraguatatuba.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo informou que segue em diligências para localizar o suspeito e esclarecer a motivação do crime.
Até o momento, ninguém foi preso.
O que diz a lei sobre feminicídio
O feminicídio é caracterizado quando o homicídio é praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica ou menosprezo à condição de mulher.
A tipificação prevê pena agravada no Código Penal.
Impacto social e alerta
O caso reacende o debate sobre violência contra a mulher no Litoral Norte.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 (emergência) ou pelo 180, canal nacional de atendimento à mulher.
A investigação segue em andamento.

