Avaliação aponta 2,4% de infestação do Aedes aegypti em São Sebastião. Município entra em estado de alerta e reforça combate ao mosquito.
A São Sebastião registrou 2,4% de índice de infestação na primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026 e entrou oficialmente em estado de alerta, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.
O levantamento foi divulgado em 11 de fevereiro pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, após visitas a 2.455 imóveis sorteados aleatoriamente entre 1º e 31 de janeiro.
O que os números indicam?
Durante as inspeções, foram encontradas larvas do Aedes aegypti em 59 imóveis. Ao todo, 70 recipientes com água apresentaram presença do mosquito.
Pela escala do Ministério da Saúde:
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Inferior a 1% – situação satisfatória
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Entre 1% e 3,9% – alerta
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Acima de 4% – alto risco de surto ou epidemia
Com 2,4%, o município está na faixa de atenção máxima preventiva.
Onde estão os focos mais críticos?
As áreas mais preocupantes nesta rodada foram:
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Área 1: do bairro Canto do Mar até o Pontal da Cruz
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Área 2: da Praia Deserta até o Guaecá
Os principais criadouros continuam sendo vasos de plantas, latas, baldes e recipientes que acumulam água parada.
Entenda os índices avaliados
Além do Índice de Infestação Predial, a ADL mede:
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Índice de Breteau (IB): número de recipientes positivos a cada 100 imóveis
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Índice de Recipiente (IR): porcentagem de depósitos com água que contêm larvas
Esses dados ajudam a mapear áreas críticas e orientar ações preventivas.
O que muda para o morador?
Com o município em alerta, as ações de fiscalização e orientação devem ser intensificadas.
No entanto, o combate ao mosquito depende principalmente da população.
Eliminar água parada dentro de casa pode reduzir drasticamente os índices.
A próxima Avaliação de Densidade Larvária está prevista para maio, quando será possível verificar se as medidas surtiram efeito.
Fonte: Prefeitura de São Sebastião/SP

