Encontro entre Cisne Branco e Fraternidade emociona Ilhabela e reforça o papel da cidade na história da navegação brasileira.
Ilhabela viveu, nesta quarta-feira (4), um daqueles momentos que entram para a memória coletiva da cidade. As águas do município foram palco de um encontro simbólico e raro entre duas grandes embarcações, reforçando o protagonismo local na história da navegação brasileira e internacional.
O tradicional veleiro da Marinha do Brasil Cisne Branco navegou pelo litoral ilhabelense para acompanhar a saída do veleiro-escola Fraternidade, que seguiu viagem rumo ao Rio de Janeiro. A cena, registrada por moradores, turistas e fotógrafos, reuniu passado, presente e futuro da navegação em um único quadro.
Ao fundo, ainda era possível observar a presença do navio de cruzeiro Fantasia, evidenciando o momento de intensa atividade náutica e turística vivido por Ilhabela durante a alta temporada.
Um marco após uma travessia inédita
Ilhabela foi o primeiro porto brasileiro a receber o Fraternidade após a conclusão de um feito histórico: a travessia da Passagem Nordeste, pelo Ártico Siberiano. A rota é considerada uma das mais difíceis e desafiadoras do planeta.
Com essa conquista, a embarcação comandada pelo navegador Aleixo Belov tornou-se a primeira de bandeira brasileira — e das Américas — a completar esse trajeto, projetando o nome do país no cenário da navegação oceânica mundial.
Ilhabela como porto de acolhimento e conexão
Durante seis dias, o Fraternidade permaneceu em Ilhabela, período em que a tripulação participou de encontros, compartilhou experiências e dialogou com a comunidade local sobre a expedição iniciada em Salvador, em abril de 2025.
A despedida, acompanhada pelo Cisne Branco no início da nova etapa da viagem, emocionou quem acompanhava do mar e da costa. A cena simbolizou respeito, reconhecimento e continuidade da história marítima brasileira.
Capital Nacional da Vela reforça sua identidade
Reconhecida oficialmente como Capital Nacional da Vela, Ilhabela tem no turismo náutico um de seus principais pilares econômicos e culturais. Regatas tradicionais, eventos internacionais e um calendário permanente ligado ao mar fazem parte da identidade do município.
Momentos como este ampliam a visibilidade da cidade, fortalecem sua imagem no Brasil e no exterior e reforçam o vínculo histórico entre Ilhabela e a navegação.
Tripulação destaca acolhida da cidade
Integrante da tripulação do Fraternidade, o velejador brasileiro Marcelo Brochini resumiu o sentimento vivido durante a estadia no município.
“Foram dias muito especiais. Ilhabela foi extremamente acolhedora com todos nós, e esse encontro ficará para sempre na minha memória.”
Aleixo Belov também fez questão de destacar a importância da passagem pela cidade.
“Eu amei esses dias em Ilhabela. Me despeço com um sentimento enorme de gratidão por toda a acolhida que recebemos aqui. Foi uma experiência muito marcante para mim e para toda a tripulação.”
Um registro que entra para a história local
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Harry Finger, o episódio representa mais do que uma bela imagem.
Receber o Fraternidade após uma travessia tão significativa já era motivo de orgulho para Ilhabela. O encontro com o Cisne Branco, segundo ele, transforma o momento em um registro histórico, que reforça o papel estratégico e simbólico da cidade no cenário náutico nacional.

