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Estudantes de Ubatuba exploram ancestralidade e antirracismo

Publicada em: 12/11/2025 18:19 -

Alunos do 8º ano da EM Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba, refletiram sobre ancestralidade e racismo em palestra sobre povos quilombolas e culturas tradicionais.

Na terça-feira, 11 de novembro, os estudantes dos 8º anos da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, no Centro de Ubatuba, participaram de uma palestra com o tema “Povos Quilombolas: Questões Étnico-Raciais, Ancestralidade, Relações com a Terra, Parentesco, Território e Tradições Culturais”. A atividade reuniu 195 alunos e destacou a diversidade cultural das comunidades tradicionais da cidade.

Conhecer para valorizar: comunidades tradicionais e meio ambiente

Durante o encontro, as palestrantes Vicentina Gabriel do Prado Azevedo (professora da rede municipal) e Tayna Soares do Prado (aluna da Universidade Federal do ABC) fizeram com que os jovens conhecessem mais sobre povos caiçaras, indígenas e quilombolas de Ubatuba — suas histórias, modos de vida e laços com a terra. A professora Vicentina destacou que o reconhecimento da ancestralidade e da identidade individual fortalece a autoestima dos estudantes.

Educação antirracista: prática na sala de aula

Um dos focos da palestra foi o enfrentamento ao racismo. As ministrantes propuseram práticas concretas: não minimizar atitudes discriminatórias, reconhecer vozes e experiências de pessoas negras, e denunciar preconceitos. Esse trabalho se insere no âmbito da educação antirracista, que se baseia tanto na legislação, como a Lei nº 7.716/1989 que define crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, quanto na inclusão de conteúdos curriculares que valorizem a cultura afro-brasileira.

Compromisso institucional e cidadania

Segundo a coordenadora pedagógica da escola, Andrea Giannini, “a escola reafirma seu compromisso com uma educação inclusiva, consciente e antirracista, valorizando as diferentes histórias e culturas que compõem a sociedade brasileira”. O secretário adjunto de Educação, José Carlos Firme, reforçou que “quando a escola atua sob a perspectiva do enfrentamento do racismo estrutural, contribui diretamente para a valorização das identidades negras e o fortalecimento do respeito às diferenças”.

Porque esse tipo de ação importa

  • A Lei 7.716/1989 estabelece que o racismo é crime inafiançável e imprescritível no Brasil.

  • A educação que aborda ancestralidade e diversidade ajuda a desconstruir preconceitos e favorece a construção de ambientes mais igualitários.

  • Iniciativas nas escolas promovem cidadania e ampliam a conscientização entre os jovens sobre identidade, cultura e justiça social.

Práticas para seguir

Para que ações como essa gerem impacto real, recomenda-se:

 

  • Integrar ao currículo escolar temas sobre povos tradicionais, etnicidade e meio-ambiente.

  • Promover rodas de conversa, oficinas e atividades que permitam aos alunos expressarem suas histórias e origens.

  • Avaliar o resultado dessas iniciativas — por meio de pesquisas de clima escolar, participação dos estudantes, e continuidade das práticas antirracistas.

Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP

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