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Arte e ciência na orla: a residência “Instabilidades Costeiras” em Ubatuba

Publicada em: 03/11/2025 15:40 -

Três dias de oficinas e debates em Ubatuba uniram arte, ciência e saberes tradicionais na residência “Instabilidades Costeiras”, impulsionando a educação local.

Nos dias 29 a 31 de outubro, a cidade de Ubatuba (SP) recebeu uma iniciativa interdisciplinar de alto impacto: a residência artística internacional Instabilidades Costeiras, promovida pelo TBA21–Academy, a Pivô e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP), integrando o programa europeu S+T+ARTS Buen‑TEK. A ação reuniu artistas, cientistas e comunidades costeiras para refletir sobre as transformações climáticas e ecológicas das zonas litorâneas.
(Informação confirmada pela Prefeitura de Ubatuba. )

A residência “Instabilidades Costeiras” — também chamada em português de “Shifting Shores” — se caracteriza como um programa de cinco meses, desenvolvido no Brasil, que propõe apoiar “inovação orientada à arte” alicerçada em conhecimentos indígenas, práticas vernaculares e tecnologias locais.

Ela é co-comissionada pela TBA21–Academy, Pivô e LACO (Laboratório de Arte e Ciência Oceânica) do IOUSP. 

O apoio europeu vem pelo S+T+ARTS Buen-TEK, primeira iniciativa do S+T+ARTS na América do Sul, que explora como saberes locais e tecnologias podem contribuir para desafios socioambientais.


Ação em Ubatuba: atividades e objetivos

Durante os três dias em Ubatuba, a programação aconteceu, entre outros locais, na base “Clarimundo de Jesus” e na comunidade caiçara da Barra Seca. A coordenadoria de Arte da Secretaria de Educação de Ubatuba participou ativamente. 

As principais atividades incluíram:

  • Um espaço de diálogo denominado “Ocean Edge”, para aproximar práticas artísticas e de pesquisa científica. 

  • A Oficina de Algicultura – Ciência e Arte, em parceria com a Instituto de Pesca (APTA) e a comunidade da Barra Seca, conduzida por Eusébio Higino de Oliveira (“Seu Gino”). 

  • Debates colaborativos sobre tecnologias locais, sustentabilidade marinha e saberes tradicionais, buscando práticas regenerativas para ambientes costeiros.


Impactos para a educação local

Segundo a coordenadora de Arte, Adriana Dias, participar do evento foi “um privilégio… dias muito intensos de troca”. Ela destacou que a aproximação entre arte e ciência abre novas maneiras de pensar os cuidados com o planeta. 

 

Além disso, a Secretaria de Educação reforçou que os temas dialogam diretamente com o currículo municipal, mencionando que o LACO-IOUSP já é parceiro e que há intenção de firmar convênio para formação de professores e visitas de alunos — o que até então não ocorria.

A ação em Ubatuba demonstra um modelo que pode servir de referência para outras localidades litorâneas: quando a arte se alia à ciência e ao saber tradicional, gera-se um potente espaço de inovação social e ambiental. Para a educação local, significa sair da sala de aula e trazer o mar — e as mudanças que o afetam — para o centro do aprendizado.
Portanto, esta residência não é apenas um evento, mas uma porta para futuros em que o oceano, a comunidade e o saber caminham juntos.

Fonte: Prefeitura de Ubatuba/SP

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